Bem-Vindo ao Blog "Ecologia Urbana" construindo a cidade Sustentável... esse é um espaço para profissionais de diferentes áreas que atuam nos centros urbanos e visem a busca da saúde ambiental desse "ecossistema". Aqui será um espaço para construirmos uma nova forma de ver e de atuar nas cidades... em prol de manter a vida e manter a vida de qualidade nesse planeta...
Marilyn Verônica de Farias, Priscilla C. Knabben Ávila & Roberta Carvalho Nadai
Graduandas do Curso De Ciências Biológicas – Disciplina de Biologia Econômica e Sanitária.
A preocupação com a relação homem/natureza passou a dar seus primeiros sinais a partir do momento em que surgiu o novo mundo, ou seja, quando a sociedade deixou de ser agrícola artesanal e passou para o urbano industrial. A partir dessa transição, surgiu o processo de globalização, em que o homem comercializou os sistemas que estavam à disposição de todos, resultando em injustiças sociais e econômicas. Desde os tempos bíblicos a natureza e o homem são apresentados como um sistema, representado pela ordem de Deus para o homem reinar e dominar sobre os animais e árvores frutíferas. Em um primeiro momento, a criação foi doada para todos os homens para que pudessem crescer e se multiplicar em perfeita harmonia. Porém desde o Antigo Testamento ocorreram guerras e lutas pela conquista de terras, ou seja, o que era dádiva, o homem transformou em propriedade.
A chegada do europeu ao continente americano promoveu o desequilíbrio sistêmico entre o índio e a natureza. A utilização da mão-de-obra escrava gerou um genocídio racial, e com isso, muitas injustiças sociais que reúnem em um único ecossistema urbano luxo, miséria e lixo.
O teólogo Leonardo Boff fala de Francisco de Assis - diácono italiano fundador da ordem Franciscana - que abandonou toda a sua riqueza para viver com os pobres, pois amava a simplicidade e a natureza. Escreveu o Cântico ao Irmão Sol, um grito ecológico onde expressa a verdadeira gratidão do homem à natureza, por sua beleza e grandeza, deixando como exemplo que quando o homem não deixa que as “instâncias econômicas” ditem os rumos de sua vida, ele poderá viver em um mundo de paz e de verdadeira harmonia.
A filosofia medieval ostentou duas ramificações principais: a patrística e a escolástica. A primeira surgiu no séc. III tinha a preocupação principal de relacionar fé e ciência, a natureza de Deus e da alma e a vida moral. A escolástica é a especulação da fé e a razão e desenvolveu-se no séc. IX. Do sec. XIV em diante a escola escolástica cedeu lugar a posturas dogmáticas, contrárias à reflexão, onde o que estava escrito era o certo e ponto final. Toda essa corrida através dos tempos mostra a perspectiva religiosa e filosófica entre homem/Deus, natureza/Deus e ciência/fé. Com isso a visão antropocêntrica do mundo foi sendo desmascarada com tantos questionamentos religiosos e filosóficos. O humanista Erasmo de Rotterdam aponta a arrogância do homem de querer saber tudo e tudo poder. Ele nos ajuda a compreender que nem só o homem é senhor da natureza, a natureza por si própria tem direitos por si mesma. Ela tem direito à própria vida e à intocabilidade, por fornecer toda a função vital de manter o equilíbrio do sistema, e a manutenção da continuidade da vida ao fornecer os insumos e recursos à própria vida. Mas o homem não respeita esse direito da natureza, pelo contrário, continua a explorar a vida para a sua própria satisfação e bem-estar. Como acontece quando cavalos e bois são humilhados em rodeios, quando galos de briga se auto-destroem nas rinhas para as apostas humanas ou quando o caranguejo, siri, lagosta, são cozidos vivos.O professor Luc Ferrydefende a Ecologia Profunda em suas pesquisas resgatando antigos processos em que a natureza era defendida por advogados, alertando possui os mesmos direitos que o homem. Quando o homem surgiu no planeta encontrou o universo em perfeita harmonia, dessa forma, a ecologia profunda procura fazer o homem entender que se alguém está colocando o sistema em risco é ele mesmo. Para complementar esse raciocínio da ecologia profunda, o físico Fritjof Capra aponta um novo paradigma baseado no ecocentrismo. Trata-se de uma relação de “rede”, a rede sistêmica da vida, onde todos são iguais diante da vida, não existindo hierarquias mais sim a igualdade, a responsabilidade comum pela preservação da vida. Surge assim, um novo modo de ver o mundo, que concebe o mundo como um todo integrado, holístico e ecológico. O termo “ecologia profunda” foi utilizado no início da década de 70 pelo filosofo Arne Naess, significando, hoje, um movimento mundial que está na raiz do ativismo radical de entidades como Greenpeacee Earth first. O pai da Ecologia Profunda Aldo Leopold vê o mundo como uma rede de fenômenos que estão interconectados e são interdependentes. Dessa forma, a natureza é sujeito da vida, não objeto. A grande questão é como mudar a visão antropocêntrica do mundo se não buscarmos uma consciência ética em nossos comportamentos?
Há dois caminhos a seguir para induzir um comportamento ético. O primeiro é a educação– não só no ambiente escolar, mas ao nível de cidadania. O segundo é a advertência – através de uma legislação rígida, coerente, pertinente, aplicável e funcional. A partir do séc. XVIII, o conceito de ético passa a ser visto como “a maior felicidade possível do maior número possível de homens”. Estudiosos e filósofos defendem o pressuposto ético como o único capaz de mover o comportamento humano para um estágio superior de relacionamento com o meio natural e com o próprio homem. A ética não apenas dita o comportamento do homem, mas traça caminhos para que o homem possa realizar-se na humanidade. Com a vida humana ameaçada na terra, a ecologia e a ética encontram-se diante de um imenso desafio: o que fazer para possibilitar a continuidade da vida sobre o planeta?
O professor de Ética e Teologia Moral, na pós-graduação da PUC- Rio, Antônio Moser propõe uma nova sociedade segundo um programa de quatro pontos: 1. Abandono da civilização do desperdício; 2. Mais justa distribuição dos recursos humanos; 3. Atenção central à produção de alimentos; 4. Ação global contra a miséria e a fome.
Se considerarmos estética como sinônimo do belo, não podemos assim avaliar como belo o desencontro do mundo moderno nos seus mais diferentes aspectos, seja o social, o econômico, o cultural ou qualquer outro. A aplicação do paradigma estético nos ajuda a transformar a realidade de acordo com os desejos humanos. De acordo com um graduando de filosofia - entrevistado pela equipe - não há disciplinas no curso que sejam voltadas para a área da ecologia, nem que a aborde a natureza de alguma forma.Ele completa que para a formação deles não há necessidade de ser inclusa tal disciplina, pois não faz falta para a sua formação.
Nesse trabalho nós graduandos do curso de ciências biológicas levantamos alguns pontos sobre a relação homem com a natureza. Acreditamos que a preservação da natureza deve ser praticada em função dela mesma e não do homem em si, através da aceitação do outro, do respeito e da revalorização da ética. Se tivermos uma formação ética adequada, poderemos consumir sem provocar a injustiça social e os direitos dos outros, e assim, proporcionar um mundo mais sustentável. Porém, essa visão ecológica sobre nosso comportamento não está inclusa no comportamento de todos, como vimos na entrevista com o graduando ao demonstrar sua indiferença sobre esse assunto. Isso nos revela que, devemos ter uma preocupação mais abrangente sobre como educar e conscientizar as pessoas, independente do nível de escolarização e tão pouco social, sobre os aspectos da ética na preservação do meio ambiente.
Acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas da PUC-PR
ensaio apresentado à Disciplina de Biologia Econômica e Sanitária
Ao longo da história percebemos que a ecologia sempre foi considerada secundária à economia. Os economistas clássicos reconheciam o fator natureza, mas não manifestavam preocupações a possíveis impactos. Já com a escola neoclássica, alimentada pela industrialização, acredita-se que a economia é auto-suficiente cabendo ao meio ambiente fornecer recursos e assimilar resíduos. Além disso, a falta de insumos não seria um fator limitante para a economia, pois se considerava os recursos como substituíveis por tecnologia, sendo primordial apenas o capital.
No final da década de 1960, a previsão da perda de bem-estar e uma catástrofe ecológica fizeram com que as questões ambientais fossem tratadas com maior cautela. Entretanto, a intenção não era a proteção ou a conservação do meio ambiente, mas sim o bem-estar da população e o lucro envolvido. A partir disso, os recursos passam a ser privatizados para que houvesse um equilíbrio teórico entre sua utilização e impactos (e.g. desperdícios e poluição).
Em paralelo à economia ambiental, surgiu a economia ecológica que colocou a economia como submissa ao meio ambiente, buscando compreender as interações que ocorrem entre os dois. Essa corrente de pensamento visa a sustentabilidade e a manutenção das oportunidades das gerações futuras.
Nós, acadêmicos do curso de Ciências Biológicas, percebemos que mesmo com o crescimento das preocupações com o meio ambiente, a sociedade não prioriza essas questões, sendo defendidas por grupos isolados e não sendo prioridade para as potências econômicas que continuam visando o lucro. A sustentabilidade é encarada como um empecilho ao desenvolvimento tecnológico e econômico, visto que a comodidade da sociedade prevalece sobre a necessidade de conservação.
Atualmente, a “tendência sustentável” é bem aceita e admirada pela sociedade como um meio de fuga de suas verdadeiras responsabilidades. Compra-se um produto devido a sua propaganda sustentável sem averiguar se sua procedência é coerente com o apresentado. Esse comportamento pode ser considerado como “amortecedor de consciência”, acreditando que apenas dessa forma está contribuindo com o meio ambiente.
Ao nível mundial, como um exemplo marcante podemos citar os EUA, que pelo fato de ser responsável por grande parte da economia mundial acredita-se isento de responsabilidade nas questões ambientais, utilizando recursos de forma ilimitada, inclusive arcando financeiramente com os impactos gerados de forma que seu capital compense os seus excessos.
Ao entrarmos em contato com a realidade da Engenharia Ambiental através da visão de um docente e de uma acadêmica, constatamos que sua reflexão ecológica tem enfoque na sustentabilidade, visando o bem-estar do homem, diferente do que buscamos como futuros biólogos, que é a conservação do meio ambiente como um todo.
Para nós é evidente que são preocupações totalmente diferentes, mesmo estando voltadas a uma mesma realidade: a conservação do planeta. Através da investigação realizada, percebemos que na Engenharia Ambiental o foco está na qualidade de vida do ser humano, buscando a sustentabilidade em sua atividade empresarial, ou seja, no modo como o ser humano pode explorar determinados recursos e obter lucro, colocando a preservação de todas as comunidades biológicas em segundo plano em relação aos fatores econômicos. Até mesmo na análise do currículo do curso, é notável a quantidade de disciplinas voltadas ao meio ambiente e sua conservação, mas trazendo sempre a qualidade social ligada ao desenvolvimento sustentável, novamente focando na elevação da qualidade de vida do ser humano.
Esse ensaio foi baseado no artigo cientifico: SANTOS, Luan; SANTOS, Thauan & CARVALHO, J. L. Felicio. Meio Ambiente e Ecologia na História do Pensamento Econômico: Contribuições para o Campo da Gestão Ambiental. Disponível em: < http://www.aedb.br/seget/artigos10/157_LuanThauanZeca_SEGeT_2010.pdf >.
Acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas – Disciplina Biologia Econômica e Sanitária
O consumo consciente é aquele em que o consumidor tem consciência sobre a origem e destinação do produto que consome e também dos impactos causados por sua fabricação e por sua destinação incorreta, e por conhecer tais informações toma as atitudes corretas em relação à destinação dos resíduos resultantes de seu consumo.
A equipe fez uma análise do artigo de consumo consciente sobre o comportamento de consumo de alunos universitários, o qual teve como objetivos avaliar as percepções sobre as estratégias de marketing verde das empresas e o reflexo destas na compra do produto e se o público é capaz de pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos; quais são os principais fatores que influenciam na decisão de compra e identificar se as universidades estão incentivando a prática de consumo consciente.
Através da análise do artigo foi possível perceber que as empresas, em sua maioria ainda se mostram resistentes a qualquer tipo de mudança que venha trazer uma produção mais limpa e sustentável, muitas ainda se sentem obrigadas a cumprir a legislação ambiental, para evitar penalidades. Outras empresas enxergam neste contexto uma oportunidade de diferenciação e se preocupam em adequar suas atividades e seus produtos as tendências de consumo. Porém algumas empresas utilizam este selo verde em seus produtos apenas como argumento de venda e como artifício para mascarar os impactos que a fabricação de seus produtos causam na natureza. Um exemplo de empresa que faz tal pratica é a CHAMEX, que utiliza o eucalipto para produzir papel, e garante em suas embalagens que todo seu papel vem de áreas de reflorestamento, porém reflorestamento com espécies exóticas invasoras, portanto será que todas as empresas que utilizam selos verdes realmente estão preocupadas em amenizar os impactos causados que causam ou apenas querem algo que lhes ajudem a vender mais devido a moda da sustentabilidade?
Para enriquecer mais o conteúdo do trabalho os autores confrontaram as informações encontradas com as informações dos especialistas nos temas: marketing verde e gestão ambiental.
A pesquisa de campo do artigo analisado foi aplicada com trezentos estudantes universitários dos cursos de Administração de três Instituições de ensino Superior. A primeira pergunta referia aos critérios aos critérios adotados na escolha dos produtos. A maioria dos entrevistados, afirmaram que a qualidade é o principal fator, seguido do preço. As certificações ambientais foram relativos apenas a 1% das respostas, no entanto demonstraram algum conhecimento sobre o significado da definição “produto ambientalmente correto”, sendo que para 42% dos estudantes o termo significa que a empresa cumpre a legislação ambiental. Esta percepção, simplesmente associada aos critérios governamentais, de certa forma, entende que apenas o cumprimento da legislação é o suficiente para garantir a sustentabilidade de uma empresa e produto. Este equívoco de interpretação exime os consumidores de sua responsabilidade exclusivamente ao governo. Isto é muito comum em nossa sociedade, onde todos dizem se preocupar muito com os problemas da sociedade, mas poucos ou quase nenhum realmente toma uma atitude construtiva ou realmente procura se informar ou investigar o problema mais a fundo.
A maioria dos estudantes identificava o produto como ambientalmente correto, através da certificação ambiental. Este resultado confirma que estes estudantes têm conhecimento das certificações, porém não levam em consideração em seus atos de compra. Os estudantes não estão dispostos a pagar mais caro pelo fato do produto ser ambientalmente correto, apenas de vez em quando ou dependendo da ocasião pagam um valor maior pelo produto verde, ou seja, esta atitude não está incorporada no dia-a-dia destes estudantes. Percebe-se então que estes estudantes não botam em pratica as ações em prol da sustentabilidade, mesmo conhecendo-as, esta atitude egoísta de saber o que fazer, mas optar por não faze-lo mostra que o que realmente importa na hora do consumo para a grande maioria dos pesquisados não é a origem do produtos a ser consumido mas sim o valor do produto em questão.
A maioria dos estudantes entendem que as ações ambientais é umaforma de passar uma imagem correta para os clientes, e 24% deles acreditam que é uma estratégia para vender mais. É possível interpretar que na percepção deste público as atitudes ambientais das empresas são formas de posicionamento de mercado frente a seus clientes, para maioria deles, estas atitudes não significam dizer que estas empresas realmente se preocupam com o meio ambiente. Cerca de 24% dos estudantes afirmaram que nunca foram estimulados a observar o comportamento ambiental das empresas e a maioria disse que isso raramente acontece, esta falta de interessedemonstra que os consumidores priorizam o custo que o produto tem para seu próprio bolso e não o custo que sua produção teve para o planeta.
Cerca de 38% dos estudantes disseram que nunca foram estimulados a consumirem produtos oriundos de empresas ambientalmente corretas e a maioria disse que raramente este tipo de incentivo acontece em suas universidades. Isso comprova que as universidades não incentivam seus estudantes a desenvolverem suas percepções no que diz respeito a questões ambientais, porém isto não justifica o fato da grande maioria não buscar informações sobre o assunto.
Por fim, 83% dos alunos disseram que reduziriam o nível de consumo em prol da preservação ambiental, Tal atitude contraria o atual comportamento adotado por estes estudantes, manifestado nas pesquisas anteriores, logo podemos presumir que estes pesquisados que dizem ter intenção de reduzir seu consumo, colocam esta intenção como algo a se fazer em um futuro, mesmo que próximo, mas não o fazem no presente. Durante a pesquisa foi solicitado ao público exemplos de empresas entendidas por eles como ambientalmente corretas, do universo de 300 estudantes pesquisados, apenas 130 citaram nomes de empresas que para eles são exemplo de sustentabilidade. O número de empresas lembradas é baixo em relação ao numero de pesquisados, isto mostra que a maioria dos participantes da pesquisa não tem interesse ou não liga para este enfoque no marketing dos produtos. Certamente as empresas lembradas possuem um apelo de mídia muito relacionado ao meio ambiente, colocando seus produtos como algo que foi retirado da natureza sem danos e na maioria dos casos como se fosse algo refinado da natureza, como se a natureza fosse melhorada para depois ser comercializada.
Nota-se que é necessária a união de empresas, sociedade e instituições de Ensino para conscientização coletiva para sustentabilidade.
Nós graduandos do curso de Ciências Biológicas sabemos que ao usar garrafas plásticas, por exemplo, para beber água contribuímos para um grande impacto ambiental, porém ainda existem muitas pessoas leigas, que não se atentam a essas conseqüências. Confrontam-se com seu uso indevido, impactos ambientais diretos e indiretos, bem como os impactos pós consumo.
Economicamente não se torna viável a produção de garrafas plásticas, pois desde o seu ciclo de vida, que seria a produção desse material, em que se inicia com a extração de petróleo (recurso natural não renovável), além de outras matérias primas, acabam afetando o meio ambiente e favorecendo aos impactos ambientais diretos. Podemos contabilizar os impactos indiretos, como a emissão de CO² na atmosfera durante o seu transporte. Essa emissão contribui no aumento do Aquecimento Global. Uma pessoa ao comprar uma garrafa de água, não paga todo o valor que ela teve durante o processo, afinal, como se paga ou se recupera os impactos por ela cometidos? Na verdade esse problema vem sendo causado pelo descarte indevido, na não separação adequada desse lixo. Nos aterros sanitários, elas demoram mais de 100 anos para se decompor, afetando também toda a fauna e flora do meio em que são descartadas. Sem falar que encontramos esse material em rios e bueiros, que aumentam a contaminação da água e podem causar enchentes.Quando há a reciclagem das garrafas plásticas, também acontecem impactos ocasionados pelos recursos que serão utilizados para esse processo, considerando que menos de 50% são recicladas. Existem muitas medidas para o consumo consciente, mas o governo não se atenta em divulgar isso em rede nacional de televisão ou até mesmo outras medidas como a educação ambiental nas escolas, projetos em cidades. A população não tem consciência desse fato, normalmente nem sabem em qual lixeira se deve descartar o produto, se esta não esta devidamente sinalizada. Ao comprar uma garrafa de água nem imaginam a conseqüência deste ato.
As vantagens e a praticidade que envolve o consumo de água engarrafada fazem com que a demanda deste produto tenha aumentado no Brasil e no Mundo, sendo o Brasil o terceiro maior consumidor mundial. Porém, os danos ambientais deste aumento de consumo são grandes e vão desde as fontes e lençóis onde pode ocorrer retirada excessiva de água até as garrafas PET. No Brasil existe uma legislação rigorosa sobre a extração e comercialização de água mineral, porém o que ocorre muito comumente em nosso país é que as leis existem, porém a fiscalização e o cumprimento destas leis nem sempre se tornam realidade, existem algumas empresas “de fundo de quintal” que comercializam água sem tomar as providencias legais para isso, causando na grande maioria dos casos impacto ambiental nas fontes e repassando água sem garantia de pureza e com risco de estar contaminada. As garrafas PET necessitam de plástico derivado do petróleo, que é uma fonte de energia não renovável, para sua fabricação e em seu processo de fabricação há emissão de gases poluentes além dos gastos energéticos que envolvem todo o processo de fabricação. O acumulo de garrafas PET é um grande agravante nas enchentes nas cidades, além de aumentar a quantidade de resíduos em lixões e causar grandes e variados impactos quando jogado no meio ambiente. As garrafas PET são 100% recicláveis e sua reciclagem ou reutilização contribui para a diminuição de lançamento de gases poluentes na atmosfera, diminuem o uso de petróleo e principalmente contribuem para a diminuição de lixo descartado no ambiente.
Realizamos uma pesquisa para verificar a atitude de estudantes universitários a respeito do tema. Ao total foram entrevistados 27 alunos do Curso de Publicidade e Propaganda com o intuito de levantar dados em relação ao uso de garrafas plásticas. Dentro das questões destacamos como se dá o descarte das mesmas, bem como quanto tempo ocorre à reutilização de uma garrafinha, quais os critérios que o aluno considera relevante para a troca da mesma, e se até mesmo ele conhece outros meios de utilização das garrafas plásticas, quais as finalidades da reciclagem, por exemplo, como artesanatos e outros fins.
Quando questionados sobre o que faziam com as garrafas PET após sua utilização as respostas seu dividiram em basicamente duas das alternativas oferecidas, aproximadamente 28% do publico afirmou que reutiliza garrafas PET para beber água, reenchendo-as após seu uso e cerca de 30% afirmou descarta-las nas lixeiras apropriadas. Percebemos então que existe uma quantidade relativamente igual de pessoas que tomam atitudes diferentes, porém ambas estas atitudes são benéficas ao meio ambiente.
Ao serem questionados quanto a proporção de garrafas consumidas em relação ao número de garrafas utilizadas maioria - cerca de 29% r- espondeu que reutiliza 1 a cada 6 ou mais garrafas consumidas, mostrando que a proporção de garrafas reutilizadas é baixa, porém ao analisar esta questão devemos considerar que o destino das demais garrafas consumidas não é citado em nenhuma alternativa.
Quando questionados sobre o tempo de reutilização da garrafa cerca de 40% afirmou que reutiliza as garrafas por um período maior que duas semanas, mostrando que a reutilização das garrafas não acontece por um período tão curto como nas alternativas oferecidas.
Aproximadamente 45% dos entrevistados usam como critério de descarte das garrafas após reutilização o desgaste visual (garrafa amassada, suja, sem rotulo...), isto mostra o quanto pode variar o tempo de reutilização da garrafa de acordo com os cuidados que a pessoa tome com ela.
Sobre alternativas de utilizações para as garrafas Pet a grande maioria (48%) respondeu conhecer o artesanato como uma maneira de reutilização após o uso, mostrando conhecimento de alguém que faça ou de algum produto que já tenha visto em algum lugar feito de PET.
Após a reutilização ou consumo cerca de 78% dos entrevistados afirma jogar as garrafas na lixeira apropriadas quando disponíveis e junto com os recicláveis em casa. Isso mostra que os que reutilizam a garrafa PET têm consciência sobre a destinação correta da mesma.
Quando questionados se sabiam qual era a cor da lixeira de descarte do plástico apenas 48% dos entrevistados acertaram a pergunta, mostrando que o restante dos pesquisados não se atem a estas informações visuais ou não tem conhecimento sobre a destinação correta.
Na questão 8 do questionário foi perguntado aos entrevistados em relação ao seu ponto de vista quais as vantagens que a reciclagem de garrafas PET pode trazer pra si mesmo, o meio ambiente e a sociedade. Conforme as respostas dessa questão:
Evita o desgaste do meio ambiente, diminui a poluição de rios, assim ocorrem menos enchentes, diminui os impactos que a decomposição desse material pode ocasionar e reciclando além de diminuir a quantidade do material nomeio ambiente acaba gerando empregos. Percebemos, então, que a maioria dos estudantes que participaram da pesquisa possui certa consciência sobre a importância reutilização e destinação correta do lixo produzido por elas, e tem conhecimento sobre os benefícios que tais práticas têm para o meio ambiente e para o planeta.
O presente ensaio foi elaborado para disciplina de Ecologia Urbana e teve como base o artigo:CONSUMO CONSCIENTE œ A INFLUÂNCIA DO MARKETING. VERDE NA DECISÀO DE COMPRA DOS ESTUDANTES. UNIVERSITÊRIOS DE FORTALEZA/CE.http://www.ethos.org.br/_Uniethos/Documents/CONSUMO%20CONSCIENTE%20-%20A%20INFLU%C3%8ANCIA%20DO%20MARKETING%20VERDE%20NA%20DECIS%C3%83O%20DE%20COMPRA%20DOS%20ESTUDANTES%20UNIVERSIT%C3%81RIOS%20DE%20FORTALEZA_CE..pdf
Sugestão deVÍDEOS:
O vídeo disponível no endereçohttp://www.youtube.com/watch?v=fmDO_-XjA5caborda se as garrafas de água são realmente necessárias e tem como objetivo promover a conscientização para os impactos ao meio ambiente causados pelo consumismo humano.
O vídeo disponível no endereço http://www.youtube.com/watch?v=MjHPbhoO_cU aborda uma campanha publicitária para televisão e rádio na cidade de São Paulo sobre o consumo de água engarrafada e suas conseqüências que pode levar a morte.
O vídeo disponível no endereço http://www.youtube.com/watch?v=8st6UlBnrB8aborda a história de uma garrafa plástica, de como é constituída e os possíveis impactos ambientais que pode causar à natureza.
O vídeo disponível no endereço http://www.youtube.com/watch?v=dvqunXrHUao&feature=related aborda uma reportagem publicitária sobre a produção de água engarrafada, trazendo aos telespectadores a verdadeira realidade da água consumida em garrafas.